TI agêntica na prática: o que o webinar da Central IT mostrou sobre agentes autônomos em cibersegurança e operações de TI
No webinar A Era da TI Agêntica, três especialistas mostraram por onde começar: arrumar a operação antes de colocar agentes de IA sobre ela, entender como o atacante pensa e usar agentes que priorizam e corrigem vulnerabilidades com uma pessoa no controle. Este é o resumo, com a gravação completa.
O que foi o webinar A Era da TI Agêntica
A Central IT reuniu, em 6 de outubro de 2026, profissionais de infraestrutura, operações de TI, gestão de serviços e segurança para discutir uma pergunta prática: como usar agentes autônomos de IA na operação de TI e na cibersegurança sem criar mais risco do que se resolve. A apresentação foi de Paullyanna Gomes, Head de Marketing Digital da Central IT, e o programa teve três palestras, do cenário à prática:
- Emauri Gaspar, CTO e cofundador da Central IT: o cenário de cibersegurança em 2026 e o que a Gartner projeta.
- Daniel Donda, hacker ético, especialista em cibersegurança e fundador da Hackers Hive: a jornada de um ataque na era da IA, do primeiro acesso ao prejuízo.
- Vinicius Gravito, diretor de Arquitetura, Consultoria e Governança da Central IT: como operações de TI podem responder com agentes autônomos de IA, numa demonstração do CITSmart Autonomous AI.
O que a pesquisa com os inscritos mostrou
Antes do evento, os inscritos responderam a Pesquisa de Maturidade em Operações de TI e Automação com IA. A maior parte atua em infraestrutura e operações de TI (66,8%) e em gestão de serviços de TI ou service desk (61,3%). Os resultados apresentados na abertura dão a medida da distância entre o discurso e a operação:
- 35,4% já sofreram um ataque cibernético. Mais de um em cada três.
- Só 9,3% usam SOAR ou automação de segurança para responder a incidentes. EDR ou XDR aparecem em 25,5% das respostas, e SIEM em 19,6%.
- Só 7,4% já têm agentes executando ações de forma autônoma e governada. Outros 12,8% usam automações ou agentes com aprovação humana.
- 48,9% pretendem avançar com iniciativas de IA ou automação operacional nos próximos 6 meses.
Entre os maiores desafios de TI e segurança, o padrão foi o mesmo: atividades manuais, sobrecarga do time e falta de profissionais especializados. O gargalo continua sendo gente trabalhando no limite.
Para dar a escala do problema, a abertura trouxe um dado do FortiGuard Labs, da Fortinet, publicado pelo IT Forum: em 2025, o Brasil recebeu 753,8 bilhões de tentativas de ataque cibernético. Divididas pelos 365 dias, são cerca de 2,07 bilhões por dia, 86 milhões por hora e 23.903 por segundo.
Emauri Gaspar: a IA não é o herói, a maturidade operacional é
Emauri abriu com uma imagem: de um lado, o palco, onde fabricantes, artigos e influenciadores falam de agentes de IA resolvendo tudo sozinhos; do outro, a produção, com fadiga de alertas, falsos positivos, erros de configuração e logs que ninguém consegue ler. No meio, numa ponte frágil, está o gestor de TI.
“A IA não é o herói dessa história. O herói dessa história é a maturidade operacional.”
Emauri Gaspar, aos 9:50 do webinar
Os números que ele trouxe, todos da Gartner, mostram o tamanho dessa distância. Uma em cada cinco organizações relata obter valor das suas ferramentas de IA, e uma em cada 50 relata valor transformacional. E 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até 2027. Nem por isso a adoção vai parar: a Gartner projeta que as empresas com IA agêntica operando a infraestrutura de TI passem de menos de 5% em 2025 para 70% em 2029. Para Emauri, a pergunta deixou de ser “se” e virou “quando”, porque o atacante já usa IA e as ferramentas que as empresas compram vão trazer agentes de qualquer jeito. O que resta saber é se a operação vai estar pronta para eles.
Por que os pilotos morrem? Porque a aposta foi feita na inteligência do modelo, e não na fundação da operação:
“Colocar um agente sobre uma operação desorganizada não produz autonomia, vai produzir um incidente mais rápido.”
Emauri Gaspar, aos 14:05 do webinar
A fundação, nas palavras dele, é saber o que a infraestrutura tem, como ela funciona, como os serviços se falam e como cada um depende de cada ativo. E é também a higiene básica, que os ataques sofisticados costumam tirar do foco: gerenciamento de patches, autenticação de dois fatores, resposta a incidentes, senhas fracas e servidores desatualizados. É por essa falta de higiene que a maior parte do ransomware entra. O gestor de infraestrutura e o gestor de segurança olham para o mesmo parque com olhares diferentes, e sem higiene básica nenhum dos dois tem sucesso.
O fator humano e a IA que ninguém aprovou
O segundo ponto de Emauri foi que o humano continua no centro do risco. Os números que ele apresentou vêm do Data Breach Investigations Report 2025 da Verizon, citado pela Gartner, e de uma pesquisa da Gartner sobre comportamento seguro dos funcionários:
- 60% das violações de dados envolvem pessoas.
- Mais de 57% dos funcionários usam contas pessoais de IA generativa no trabalho.
- 33% admitem ter inserido informações sensíveis em ferramentas não aprovadas.
O documento colado numa ferramenta de IA vai para um lugar que a empresa não controla, e muitas ferramentas derivadas das grandes não deixam claro o destino do dado. A resposta proposta não é mais treinamento genérico uma vez por ano, e sim programas de comportamento e cultura, com microtreinamentos disparados quando aparece um risco real no dia a dia.
Emauri separou a segurança da IA em duas frentes. A IA que usamos: saber quais ferramentas de terceiros os funcionários usam, o chamado shadow AI, controlar acesso e evitar vazamento. E a IA que construímos: os agentes que rodam dentro das aplicações da própria empresa. Mesmo sem dar um campo de prompt ao usuário, um sistema que lê campos preenchidos por pessoas pode receber um prompt injection e levá-lo até o processamento da IA. Por isso, testes contínuos e proteções contra manipulação.
Ele lembrou ainda da cadeia de suprimentos: segundo a Gartner, 59% dos CISOs colocam ataques via terceiros entre as cinco principais ameaças dos próximos 12 meses. Parceiros, prestadores e fornecedores conectados à rede, por e-mail ou por API, também fazem parte da superfície de ataque.
Segurança preemptiva e computação quântica
Na projeção da Gartner que Emauri apresentou para os próximos anos:
- 2027: os danos por ataques com IA dobram.
- 2029: produtos sem capacidade preemptiva perdem relevância.
- 2029 a 2030: computadores quânticos capazes de quebrar a criptografia atual chegam às mãos de Estados.
- 2030: mais de 1 milhão de vulnerabilidades por ano, e metade dos gastos com segurança indo para segurança preemptiva.
Segurança preemptiva é agir contra o ataque antes que ele aconteça, em vez de esperar para detectar e responder. E a parte quântica já começou: ataques do tipo “colher agora, decifrar depois” estão em curso. Dados criptografados roubados hoje podem ser abertos quando a computação quântica chegar, o que significa que um ataque que só será descoberto em 2029 ou 2030 pode estar acontecendo agora.
Três prioridades para a operação de TI na era agêntica
Emauri fechou com três prioridades:
01Menos hype
Avaliar soluções pelos resultados que entregam, não pelo rótulo de mercado.
02Fundação
Inventário, CMDB, mapas de serviço, higiene básica e resposta a incidentes antes de qualquer agente.
03Governança compartilhada
Segurança, tecnologia e negócio decidem juntos sobre risco e adoção de IA, com atenção especial à gestão de mudanças.
Na governança, ele destacou a gestão de mudanças: cada transição ou liberação que inclui ou altera elementos da infraestrutura pode introduzir um risco de cibersegurança. São processos que um ITSM organiza, como a gestão de mudanças e de incidentes do CITSmart ITSM. E o assunto deixou de ser só da TI: segurança, tecnologia e negócio precisam decidir juntos.
Daniel Donda: como pensa o atacante
Daniel Donda se apresentou como hacker ético, alguém que estuda como os adversários agem para ajudar as empresas a se proteger. A primeira mudança que ele apontou foi de imagem: o hacker de hoje não é o adolescente no porão, e sim um negócio criminoso e rentável. Assim como existe software como serviço, existe o crime como serviço, com grupos que vendem credenciais, ferramentas e até a infraestrutura do ataque.
Esses grupos não escolhem o alvo pelo tamanho da empresa, e sim pela oportunidade. Uma pequena empresa com um servidor e cinco estações pode ser atingida por ransomware e não ter equipe nem dinheiro para recuperar o ambiente. Entre os casos que ele vê em resposta a incidentes estão o cryptojacking (servidores da empresa usados por atacantes para minerar criptomoeda ou hospedar sites) e, no topo, o ransomware com dupla extorsão: o ambiente é criptografado e os dados são roubados, com ameaça de publicação. Aí entram a LGPD, as leis de outros países onde a empresa atua e o dano à imagem.
E muitas empresas não sabem nem o que têm. Daniel resumiu assim:
“Como que vai proteger o que você não sabe que você tem?”
Daniel Donda, aos 28:25 do webinar
A IA acelerou tudo. O phishing sem erro de português ficou comum, e fica cada vez mais difícil separar o que é real do que não é. Por isso, disse ele, vai ficar cada vez mais fácil comprometer o ser humano.
As etapas de um ataque, segundo a Cyber Kill Chain
Para mostrar como um ataque se organiza, Daniel usou a Cyber Kill Chain, modelo da Lockheed Martin adaptado de um conceito militar para descrever as etapas que um atacante segue até comprometer um sistema:
Reconhecimento
O atacante monta um dossiê do alvo com o que está público: LinkedIn, vazamentos, tecnologias usadas. Com IA, esse dossiê sai mais completo e mais rápido.
Planejamento
Com o dossiê, ele escolhe como entrar. Credenciais vazadas circulam em mercados criminosos, por isso senha antiga também é risco.
Entrega
Phishing, um site falso ou um dispositivo USB desconhecido. O canal importa menos do que alguém abrir a porta.
Exploração
O atacante procura uma brecha no ambiente. Sem IA cruzando a sequência de eventos, uma ferramenta isolada pode ver cada passo como uso normal da máquina.
Instalação
Ele tenta ficar no ambiente e avançar de máquina em máquina, a chamada movimentação lateral.
Comando e controle
A máquina comprometida passa a se comunicar com um servidor externo, e dados começam a sair.
Ações no objetivo
Na maioria das vezes, o fim é o ransomware: o ambiente é criptografado e os dados roubados viram ameaça de publicação.
Nada disso acontece sem deixar rastro. O problema é quando ninguém monitora esses rastros. Daniel mostrou um site que acompanha as publicações dos grupos de ransomware, com casos de 500 GB, 1 TB e 2 TB de dados roubados, levados de forma furtiva. A conclusão dele: quanto mais cedo a cadeia é interrompida, menor a conta. Parar o ataque na entrega é o ideal. Parar na instalação ainda exige backup, caça a ameaças e perícia, mas evita a fase final.
O que as demonstrações ensinam para a defesa
Daniel fez duas demonstrações ao vivo (a partir de 37:31), com a mesma lição: o ponto de entrada mais comum ainda é uma decisão do usuário. Um dispositivo USB achado no estacionamento e plugado no computador da empresa, ou uma senha que vazou num site qualquer e continua igual à do e-mail corporativo, podem ser o primeiro passo de um ataque. Com IA, o atacante ainda consegue gerar senhas prováveis a partir do que a pessoa expõe nas redes.
As recomendações foram as do “arroz com feijão” bem feito:
- Não conectar dispositivos desconhecidos nas máquinas da empresa.
- Conferir se o e-mail apareceu em vazamentos e trocar a senha quando aparecer, principalmente a corporativa.
- Usar frases como senha, em vez de palavras comuns com um número no fim, e não repetir senha entre serviços.
- Ligar a autenticação de dois fatores sempre que possível.
- Saber o que existe no ambiente e usar IA para cruzar as informações, porque ninguém dá conta disso sozinho.
Tudo começa na estação de trabalho
Vinicius Gravito retomou o ponto de Daniel: o ataque começou na estação de trabalho. É lá que alguém clica no link, baixa o arquivo ou pluga o dispositivo. O servidor, como ele brincou, não faz nada disso: fica lá, tranquilo.
O segundo problema é que as ferramentas não conversam. Gravito citou a Cyber Magazine: uma empresa usa, em média, de 30 a 50 aplicações para fazer o básico. A infraestrutura tem as suas ferramentas de monitoração e inventário; a segurança tem XDR, antivírus, firewall. As equipes conversam entre si, mas as ferramentas não. No dia a dia, o alerta chega de uma ferramenta, alguém pega o log, leva para uma IA, busca contexto, e enquanto isso o atacante já avançou.
“Hoje as IAs trabalham 24x7. Eu não conheço nenhuma equipe de segurança que trabalha 24x7.”
Vinicius Gravito, aos 1:02:33 do webinar
Como o CITSmart Autonomous AI funciona, na demonstração
Na demonstração, Gravito mostrou o CITSmart Autonomous AI, desenvolvido pela Central IT, rodando sobre computadores dele. O Autonomous trabalha da borda para o centro: um agente instalado nas estações de trabalho e nos servidores, Windows ou Linux, cuida do inventário, de ITAM, de deploy e de acesso remoto, e coleta a telemetria da máquina.
O trecho que resume a proposta está aos 1:04:47 da gravação:
“O Autonomous correlaciona. Ele não é um SOAR, ele não é um XDR, ele não é um EDR, ele não é um SIEM, mas ele é tudo isso também. Por quê? Porque ele integra todas essas ferramentas utilizando LLM.”
Vinicius Gravito, aos 1:04:47 do webinar
Na prática, o Autonomous cruza o que vem das ferramentas de segurança e de monitoração com o que está acontecendo na máquina, e cruza isso com as bases de vulnerabilidade (CVE, CVSS, KEV e EPSS) e com fontes de abuso. A partir daí ele calcula um score de risco e, para cada evento, traz o resumo do que aconteceu, quantas vezes aconteceu e um dossiê de investigação com o nível de confiança atribuído pela LLM. Os próximos passos seguem por um de dois caminhos: vão para o analista, com o que deve ser feito, ou para os agentes de IA, que executam a ação mantendo uma pessoa no loop.
Entre o que a telemetria da estação mostrou na demonstração:
- Antivírus instalado, ativo e atualizado, além de hardware, software e serviços.
- Processos zumbis, que podem ser um acesso indevido rodando com outro nome.
- Firewall desativado contra a política: gera um evento, e a máquina pode ser tirada da rede pelos agentes de IA.
- Postura e higiene: senha que não expira, política de conta fraca, usuário local esquecido com senha padrão e portas abertas sem motivo.
- Integridade de registro e de arquivos de sistema, que costumam ser alterados numa invasão.
- Mapeamento de rede, incluindo máquinas de quem trabalha remoto, fora da rede da empresa, mas com o agente instalado.
- Índice de comprometimento por ativo, para decidir o que tratar primeiro quando chegam dezenas de ataques ao mesmo tempo.
- Matriz MITRE ATT&CK, mostrando para quais técnicas o ambiente já tem alguma medida de proteção, conforme as políticas configuradas.
O painel de indicadores do ambiente de demonstração deu a dimensão da priorização. Eram 22.245 indicadores: 7.518 vulnerabilidades (CVEs) ligadas a softwares instalados no inventário e 14.727 indicadores externos de ameaça. Desses, 820 eram críticos (CVSS 9 ou mais) e 216 tinham entrado nas últimas 24 horas. Mas só 22 vulnerabilidades tinham exploração conhecida no mundo real, pela lista KEV da CISA, 6 delas com uso por ransomware. “Quantos eu tinha que tratar? 22”, resumiu Gravito. Quando a vulnerabilidade está num pacote de software, o agente faz o deploy da atualização.
Os agentes de IA trabalham na camada de automação. Cada agente tem as suas habilidades, os conectores MCP já vêm prontos para ferramentas como o Zabbix e para o Windows, e as credenciais ficam num cofre de senhas. Gravito contou ainda que a Central IT mantém servidores com GPU para trabalhar modelos de IA focados em segurança.
O que muda na operação
No encerramento, Paullyanna Gomes apresentou os resultados e benefícios que a Central IT associa ao Autonomous, em quatro frentes:
- Resiliência cibernética e resposta em velocidade de máquina: bloqueio da cadeia de invasão na origem, redução do tempo médio de resposta (MTTR) e priorização pelo risco real.
- Governança e otimização financeira de TI: visibilidade unificada e fim dos silos, otimização de licenças (SAM) e de custos de hardware (HAM).
- Automação da rotina: deploy e correção automática de pacotes e mais capacidade de trabalho sem aumentar a equipe, com o modelo human-in-the-loop.
- Retorno sobre o investimento e TCO: consolidação de ferramentas, prevenção de downtime e de sequestro de dados, e melhoria contínua.
Ela contou o relato de uma profissional de cibersegurança do setor financeiro: o desafio de todo dia é o volume de alertas, sem uma visão de como priorizar. É esse o problema que a correlação e a priorização atacam.
Perguntas do público
- Como fica com as ferramentas de inventário e identidade que a empresa já tem? Elas podem se complementar. O Autonomous traz inventário de hardware e software e também a camada de segurança, então às vezes dá para reduzir módulos de outras ferramentas. A proposta é reaproveitar o legado. Ele é uma solução única, e a única parte modular é o acesso remoto.
- Dá para usar em endpoints e ter uma central com vários clientes? Sim. A implantação é distribuída, no conceito de primário e secundário: os satélites atuam localmente e conversam com o servidor principal. Gravito citou também o inventário de ambientes multicloud, Kubernetes, VMware e Hyper-V, e a descoberta por protocolos como CDP e LLDP.
- Quanto custa? Depende do cenário. O valor é montado a partir do parque tecnológico e do volume de ativos de cada empresa, numa conversa com o time comercial.
Como pedir uma prova de valor
A Central IT oferece uma prova de valor do Autonomous: uma análise do ambiente e do parque tecnológico da empresa e a construção de um modelo de acordo com a necessidade e a rotina de cada operação. O primeiro passo é uma conversa com os especialistas, que pode ser agendada pelo link abaixo.
Para continuar no tema, Emauri Gaspar escreveu no TI Inside sobre a era agêntica na gestão e operações de infraestrutura de TI.
Capítulos da gravação
- 0:00Abertura
- 3:18Quem é a Central IT
- 4:35O que a pesquisa com os inscritos mostrou
- 6:47Os palestrantes
- 8:30Emauri Gaspar: a IA não é o herói, a maturidade operacional é
- 14:57O humano continua no centro do risco
- 16:28Segurança preventiva e computação quântica
- 20:52Daniel Donda: como pensa o atacante
- 32:12As etapas de um ataque (Cyber Kill Chain)
- 37:31Demonstração: o pendrive que se passa por teclado
- 46:51Demonstração: senha vazada e quebra de hash
- 57:45Tudo começa na estação de trabalho
- 1:00:18Vinicius Gravito: quando as ferramentas não conversam
- 1:02:28Demonstração do CITSmart Autonomous
- 1:17:40O que muda na operação
- 1:22:07Como pedir uma prova de valor
- 1:25:23Perguntas do público
- 1:31:23Encerramento
Perguntas frequentes
O que é TI agêntica?
É a fase em que agentes de IA deixam de só responder perguntas e passam a agir na operação de TI e de segurança: correlacionar alertas, priorizar o que é crítico e executar a correção. No webinar da Central IT, a ideia central foi que esses agentes só trazem resultado sobre uma operação organizada, com inventário, higiene básica e governança, e com uma pessoa no controle das ações sensíveis.
Por que tantos projetos de IA agêntica devem ser cancelados?
Segundo a Gartner, citada por Emauri Gaspar no webinar, 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até 2027. Para Emauri, o motivo é que a aposta foi feita na inteligência do modelo, e não na fundação da operação: um agente colocado sobre uma operação desorganizada não produz autonomia, produz um incidente mais rápido.
O que é segurança preemptiva?
É a abordagem de agir contra o ataque antes que ele aconteça, em vez de esperar o ataque para então detectar e responder. No webinar, Emauri Gaspar apresentou a projeção da Gartner de que, em 2029, produtos sem capacidade preemptiva perdem relevância.
O que é a Cyber Kill Chain?
É um modelo criado pela Lockheed Martin, adaptado de um conceito militar, que descreve as etapas que um atacante segue para invadir e comprometer um sistema: reconhecimento, planejamento, entrega, exploração, instalação, comando e controle e ações no objetivo. Quanto mais cedo a cadeia é interrompida, menor o dano.
O CITSmart Autonomous AI substitui SIEM, SOAR, XDR e EDR?
Na demonstração, Vinicius Gravito explicou que o Autonomous não é um SOAR, um XDR, um EDR nem um SIEM, mas integra essas ferramentas usando LLM e cruza o que elas registram com a telemetria da estação de trabalho. A proposta é aproveitar o que a empresa já tem; dependendo do caso, algumas ferramentas podem ser integradas ou substituídas.
Os agentes de IA corrigem sozinhos?
Depende da regra definida pela organização. Na demonstração, os próximos passos de cada evento podem ir para o analista, com o que deve ser feito, ou para os agentes de IA, que executam a correção mantendo uma pessoa no loop. Na página do produto, a Central IT descreve três modos: assistido, aprovado e automático.
Onde assistir à gravação do webinar?
A gravação completa está no canal da Central IT no YouTube, com capítulos, e incorporada nesta página. A demonstração do CITSmart Autonomous AI começa em 1:02:28.
Obrigado a Emauri Gaspar, Daniel Donda e Vinicius Gravito, e a todos que participaram ao vivo.
Avalie o CITSmart Autonomous AI no seu ambiente
Agentes de IA que correlacionam o que as suas ferramentas já registram, priorizam o que é crítico e executam a correção com uma pessoa no controle.