7,6 milhões de eventos analisados pelos agentes desde janeiro de 2026.
Contexto do projeto
O tamanho da rede estadual de ensino de Pernambuco, o que a TI da Secretaria sustenta com uma equipe de infraestrutura de cinco pessoas e como a operação respondia a incidente antes dos agentes de IA.
Agentes de IA no ciclo do incidente, com o time no centro da decisão.
A Secretaria de Educação de Pernambuco atende 513 mil estudantes em 1.085 escolas e 16 regionais de educação. A TI que sustenta essa rede administra 135 mil ativos, mais de 2 mil links de internet e mais de 150 sistemas em operação, da matrícula online ao pagamento de benefício, com 10 mil atendimentos de suporte por mês e disponibilidade exigida de 24 por 7.
Em parceria com a Central IT, a Secretaria montou uma operação assistida por agentes de IA rodando dentro do próprio data center. Os agentes acompanham o ambiente, cruzam os eventos, abrem o chamado, propõem o plano e executam a mitigação; a equipe especializada aprova e decide. Desde janeiro de 2026, foram 7,6 milhões de eventos analisados e cerca de 55 mil incidentes entregues já com contexto, e o ruído que chega aos especialistas caiu 99%.
Sobre a SEDUC-PE
Dados da rede estadual de ensino e do ambiente de TI que a sustenta.
Localização
Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, Brasil
Rede atendida
513 mil estudantes, 1.085 escolas e 16 regionais de educação
Ambiente de TI
135 mil ativos, mais de 2 mil links e mais de 150 sistemas, com 10 mil atendimentos por mês
Prioridades estratégicas
- Disponibilidade 24 por 7 dos sistemas da educação
- Segurança dos dados de estudantes
- Governança e rastreabilidade de cada ação
Foco da solução
- IA on-premises, com LLM e GPU no data center do órgão
- Agentes autônomos no ciclo do incidente, com aprovação humana
- Chamado, auditoria e conhecimento centralizados no CITSmart
Resultados em números
7,6 mi
Eventos analisados
pelos agentes de IA desde janeiro de 2026.
55 mil
Incidentes com contexto
cerca de 55 mil entregues à equipe com causa provável e recomendação.
13 mil+
Respostas executadas
com aprovação humana, desde janeiro de 2026.
99%
Menos ruído
no que chega aos especialistas da Secretaria.
Pontos estratégicos
Desafios
O ambiente crescia todo ano e a equipe, não. São 135 mil ativos entre computadores e impressoras, mais de 2 mil links de internet e mais de 150 sistemas que não param de nascer, com 10 mil atendimentos de suporte por mês. Para analisar os logs e cuidar de tudo isso, a infraestrutura tinha uma equipe de cinco pessoas, e o contrato já tinha chegado ao aditivo de 25%: o orçamento e o tempo de licitação não cresciam junto com a demanda. O ponto de partida do projeto foi o pedido feito à Central IT por Luiz Felipe Pereira, então gerente de infraestrutura: não dava mais para entregar sem mais gente. A resposta foi que o caminho não era mais gente, era automação com IA.
Dois processos concentram o risco. A matrícula online abre às sete da manhã com as escolas da rede conectadas ao mesmo tempo, e há escola sem vaga dez minutos depois: uma falha ali atinge diretamente 513 mil famílias pernambucanas. E o Pix Tênis, que em 2025 creditou R$ 150 a 493 mil estudantes, R$ 74 milhões no total, transformou cada anúncio da política em pico de ataque contra o data center. A operação já havia sido forçada a se reorganizar depois de um incidente de segurança e trabalhava de forma reativa: descobria o problema depois que ele acontecia, e uma troca de senha às oito da noite esperava o SLA de cinco horas úteis do dia seguinte.
Solução
A Central IT implantou uma operação de TI assistida por agentes de IA rodando on-premises, no próprio data center da Secretaria: LLM em servidor com GPU local, monitoramento com Zabbix e AIOps, NOC autônomo com descoberta inteligente e o motor de IA Hyper Agents, conectado por MCPs. Os Hyper Agents acompanham continuamente as diferentes camadas do ambiente e conversam entre si: o que um agente não pode resolver sobe para o de cima. Como o ambiente trata dado de estudante, o modelo não sai de casa.
O ciclo do incidente atravessa duas camadas. O Autonomous Center centraliza os logs e aplica uma análise que interpreta e traduz em linguagem clara o que está acontecendo, em vez de apenas armazenar o registro. Eventos repetidos viram um caso só: numa tentativa de invasão, o mesmo IP tentou cerca de 100 vezes, e a equipe recebeu uma única ocorrência para analisar. Confirmado o padrão, o Autonomous Action abre o chamado no CITSmart já classificado por portfólio, contrato, impacto e urgência, e captura o item de configuração ligado à ocorrência para medir o quanto aquele ativo é crítico.
A autonomia tem freio. Diante de um evento inédito em ativo crítico, o agente não age por conta própria: envia ao gestor, pelo WhatsApp, o plano de ação para ser aprovado ou reprovado por uma pessoa. Aprovado o plano, a squad de agentes executa de ponta a ponta: relê os logs para reconfirmar o cenário, planeja o roteiro de mitigação, executa, refaz a tentativa de ataque para validar a contenção e monta o relatório executivo. O caso vira base de conhecimento, e quando o mesmo tipo de situação se repete, a ação passa a ser tomada automaticamente. Encerrada a ocorrência, o analista recebe por WhatsApp o que aconteceu e o status final.
Todo dia começa com o morning call: o relatório das últimas 24 horas mostra, num só lugar, o que aconteceu, onde se concentrou e que ações os agentes já tomaram. Os dados ficam dentro do ambiente da Secretaria, com governança aderente à LGPD, rastreabilidade de cada ação e supervisão humana sobre as ações críticas.
Entrega mensurável
Resultados e impacto na operação
O que mudou na rotina da TI da Secretaria desde janeiro de 2026, quando os agentes de IA passaram a atuar dentro do ciclo do incidente.
Resultados
Cerca de 55 mil incidentes entregues à equipe já contextualizados, com causa provável e recomendação.
Mais de 13 mil respostas executadas com aprovação humana.
99% menos ruído chegando aos especialistas da Secretaria.
Um padrão que ninguém via: 62% dos incidentes acontecem fora do horário comercial, com o maior pico às 5 da manhã.
Ataque de força bruta contra o servidor da aplicação do Pix Tênis detectado, escalado e contido pelos agentes, com a equipe atuando apenas na aprovação do plano de ação.
Troca de senha resolvida em segundos e a qualquer hora, no lugar do SLA de cinco horas úteis.
Operação deixou de ser reativa: a queda de link é alertada antes de o usuário abrir o chamado.
Capacidade elástica: novos agentes ampliam a operação sem ampliar a estrutura da equipe.
Cada ação monitorada e auditável, com os dados dentro do data center da Secretaria, o caso registrado no CITSmart e o compliance contínuo que o setor público exige.
Incidentes prevenidos: a IA aprende padrões, antecipa falhas e reduz o retrabalho da equipe.
TI na agenda executiva, com indicador de impacto para o secretário no lugar de volume de chamados.
Movimento fora da política de segurança também é sinalizado ao time, que segue com a decisão na mão.
Impacto
O resultado não se mede em chamado fechado. Em 2025 o Pix Tênis creditou R$ 150 a 493 mil estudantes, R$ 74 milhões que chegaram à conta de famílias pernambucanas, e a matrícula online distribui vaga para 513 mil estudantes em 1.085 escolas, com mais de 700 escolas visitadas por ano letivo. Manter esses processos de pé é o que a operação entrega. O que a IA mudou foi onde o time gasta o dia: saiu de ler log, buscar e correlacionar para decidir com o cenário já traduzido, sem trocar ninguém por agente. Com os agentes respondendo também de madrugada, quando acontece o pico das 5 da manhã, a equipe ficou mais especializada e responde ao que é crítico.
A transformação digital não acontece apenas com tecnologia. Ela acontece quando pessoas, processos e propósito evoluem juntos.
O case no Gartner CIO 2026
Veja a operação de TI da SEDUC-PE apresentada no Gartner CIO 2026.
Com Luiz Felipe Pereira, gerente geral de TI da Secretaria de Educação de Pernambuco, e Fred Vasconcelos, presidente da ATI-PE.
Fale com um especialista CentralIT
Veja como uma operação pública deste porte coloca agentes de IA dentro do ciclo do incidente sem abrir mão da decisão humana. Nosso time ajuda a desenhar o caminho, do diagnóstico à operação.

