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A IA não é o herói: por que a maturidade operacional vem antes da automação

A utilização de agentes autônomos também exige critérios claros sobre o que pode ser executado, quais permissões são necessárias e quando a intervenção de um profissional deve ser solicitada.

A IA não é o herói: por que a maturidade operacional vem antes da automação

“A IA não é o herói dessa história. O herói dessa história é a maturidade operacional.” Essa foi a mensagem de Emauri Gaspar, cofundador e CTO da Central IT, durante a primeira edição do webinar A Era da TI Agêntica. A apresentação trouxe uma reflexão importante para empresas que investem em inteligência artificial: antes de colocar agentes para executar tarefas, é necessário preparar a operação para que essa autonomia produza resultados.

O encontro também contou com Daniel Donda, especialista em cibersegurança, e Vinicius Gravito, que apresentou uma demonstração do CITSmart Autonomous AI. Ao longo do webinar, os participantes discutiram os desafios da segurança digital, os limites dos processos tradicionais e as possibilidades de utilizar agentes autônomos para apoiar as operações de TI.

Quando a tecnologia avança, mas a operação não acompanha

Na apresentação, Emauri chamou a atenção para a distância entre as expectativas criadas em torno da inteligência artificial e a realidade encontrada nas empresas. Enquanto o mercado apresenta agentes capazes de automatizar atividades complexas, muitas equipes ainda enfrentam excesso de alertas, falsos positivos, falhas de configuração e informações distribuídas entre sistemas que não se comunicam adequadamente.

Nesse contexto, adicionar inteligência artificial a uma estrutura desorganizada não resolve necessariamente os problemas existentes. Uma automação pode acelerar uma atividade, mas também pode reproduzir erros quando não há processos definidos, dados confiáveis e regras claras de atuação.

A reflexão apresentada no webinar é direta: a maturidade dos processos e da operação precisa acompanhar a evolução da inteligência artificial.

Do ataque cibernético à resposta operacional

O webinar também mostrou como as ameaças digitais podem explorar vulnerabilidades do cotidiano corporativo. Daniel Donda apresentou a perspectiva de quem realiza um ataque, incluindo demonstrações envolvendo um dispositivo USB capaz de simular um teclado e o comprometimento de credenciais.

Esses exemplos ajudam a compreender por que a segurança não depende apenas de ferramentas de proteção. A visibilidade sobre os dispositivos, o controle de acessos e a capacidade de identificar comportamentos suspeitos são fundamentais para reconhecer ameaças antes que elas provoquem consequências maiores.

A discussão avançou para outro desafio: como transformar os eventos identificados pelas ferramentas em respostas coordenadas, sem depender exclusivamente de análises e intervenções manuais.

CITSmart Autonomous AI: da identificação à ação

Na demonstração conduzida por Vinicius Gravito, o CITSmart Autonomous AI apareceu como parte dessa proposta de evolução operacional.

A solução foi apresentada correlacionando informações do ambiente e das ferramentas existentes para identificar situações relevantes e apoiar a resposta. A abordagem busca conectar os eventos detectados à análise do contexto e às ações necessárias, em vez de deixar cada alerta isolado em uma ferramenta diferente.

O objetivo não é simplesmente acrescentar mais um sistema à infraestrutura. É aproveitar melhor as informações disponíveis e coordenar atividades que, em operações tradicionais, podem exigir diversas etapas manuais.

Autonomia com governança e participação humana

A utilização de agentes autônomos também exige critérios claros sobre o que pode ser executado, quais permissões são necessárias e quando a intervenção de um profissional deve ser solicitada.

Durante o webinar, a demonstração destacou a importância de manter as pessoas envolvidas na definição das regras e na supervisão das ações. Dessa forma, a automação pode assumir atividades operacionais dentro de limites estabelecidos, enquanto os profissionais continuam responsáveis pelas decisões que exigem análise e julgamento.

Essa combinação permite avançar na adoção da inteligência artificial sem tratar a autonomia como ausência de controle.

Assista ao webinar completo

A primeira edição de A Era da TI Agêntica reúne as reflexões de Emauri Gaspar sobre maturidade operacional, as demonstrações de Daniel Donda sobre técnicas de ataque e a apresentação prática do CITSmart Autonomous AI.

Assista à gravação completa no YouTube

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