Pular para conteudo principal

Na economia dos serviços, no mundo do self-service e a uberização de tudo, o gestor é o novo super-herói

Especialista fala sobre o papel do Gestor na entrega de serviços e como a sua figura influencia na entrega e valorização dos negócios.

Na economia dos serviços, no mundo do self-service e a uberização de tudo, o gestor é o novo super-herói
Estava conversando com um amigo e falávamos deste modelo da economia dos serviços, onde a entrega de tudo como serviço afeta os negócios atuais. Segue os pontos que acho importante comentar:

Primeiro ponto:

o acesso vale mais que o acúmulo. Pagar por demanda é melhor e mais eficiente de que fazer acúmulos de elementos que serão usados esporadicamente. Então isso é serviço, bem-vindo a economia dos serviços.

Segundo ponto

não há mais espaços para serviços ruins. O Uber não acabou com os Taxis. Os serviços ruins que eram prestados, é que sim. Essa conversa de democratização do transporte etc., tudo isso são termos bonitos, mas por trás de tudo isso estavam serviços ruins, que estão sendo substituídos por serviços melhores, e isso será uma constante. A grande democratização que houve foi permitir cidadãos comuns (o que antes era limitado a uma categoria de pessoas) a prover serviços melhores por meio da plataforma. Não foi a inovação tecnológica por si só que trouxe transformação, ela foi apenas o agente para serviços melhores. Esse sim (serviços melhores) é o agente de transformação.

Terceiro ponto

A nova geração de consumidores adora o self-service. Tenho dúvidas se isso é só da geração nova, eu sou um exemplo da geração anterior e adoro resolver rapidamente pelos aplicativos ou portais web interativos e inteligentes. Aliás, solução rápida, quem não adora? Então, eficiência (ou solução rápida) é a base dessa economia. Não confunda puramente o self-service, isso só vale se vier com eficiência. Muitas empresas confundem e querem fornecer aplicativos e portais na internet para seus clientes e esquece que a essência de tudo está na eficiência, nos processos centrados ao cliente e providos e monitorados eficientemente.

Quarto ponto

O mindset deve mudar. Muitas empresas estão fornecendo aplicativos, portais web e demais opções baseado num mindset de sua operação atual, ou seja, apenas são oferecidas modernizações de interfaces de contato e acesso, mas jornadas ou experiencias ao cliente ou operações internas continuam as mesmas. Isso realmente funciona? A grande dificuldade de adaptar rapidamente processos internos força as grandes empresas apenas a modernizar suas interfaces de contato, a essência continua a mesma, e é aí que volto ao segundo ponto e digo que serviços ruins não são mais aceitos. Não caia nesse erro.

Quinto ponto

Esse novo mundo é ágil. A evolução está acontecendo em ritmo acelerado. Estar alerta e preparado é obrigatório.

Sexto ponto

O consumo sendo por serviços, você como gerente ou colaborador precisa saber gerenciar fornecedores e serviços. Conhecer técnicas e métodos de gestão de serviços é obrigatório.

Diante dos pontos acima, onde entra o gestor como diferencial?

Essa nova economia prega que mudar é normal, necessário, fundamental e agora questão de sobrevivência para trabalhadores e empresas. O novo (e mais valorizado) profissional é o que consegue se adaptar-se rapidamente e com eficiência. Nem vou falar aqui em o que significa se adaptar rapidamente, pois entraria num assunto para um próximo artigo (adquirir novas habilidades, ser um generalista etc.). O problema é que a geração de trabalhadores ainda não está preparada para isso, poucos estão prontos, mas, a demanda chegou. A carga toda está caindo sobre a “gestão”. Os gestores são pressionados a agir, mas tem poucos recursos para isso. Aliás, mudar comportamento e direção das pessoas é motivo de muito estudo. Na economia dos serviços, toda jornada do cliente está ligada ao trabalho interno, ter a capacidade de entender isso, de monitorar, de ajustar, de melhorar está a cargo dos novos gestores. A competição e a facilidade de troca de fornecedores nesta economia fazem com que a pressão aumente.

O gestor precisa ter em mãos os “organizadores e orquestradores de trabalho”, sem isso, esse movimento será praticamente impossível.

O trabalho precisa ser organizado de forma que o “orquestrador” indica o que precisa ser feito aos colaboradores e fornecedores (não esquece que este elemento passa a ser importante nessa economia). É óbvio que a orquestração do trabalho é feita pelos gestores que criam os processos ideais e aplicam nos orquestradores que serão responsáveis por fazer o trabalho fluir junto aos colaboradores e fornecedores e ainda oferecer indicadores de performance aos gestores. Mas, e o treinamento dos processos aos colaboradores e fornecedores? Essa é uma tarefa que tem que mudar. Você ter que treinar processos num mundo de alta rotatividade é dispendioso e as vezes não eficaz. As novas ferramentas de orquestração de trabalho oferecem meios simples e intuitivos das adaptações ao trabalho, com exigência mínima de treinamento dos processos e muitas vezes fornecendo o conhecimento pela própria ferramenta para a execução das atividades. Isso quer dizer que os processos deixam de existir? Não. Existem sim, mas está numa camada tática que consegue se adaptar de acordo com monitoramentos de desempenho e benckmarketing de competitividade. Lembre-se que apenas citei o treinamento dos processos, não me referia aos demais treinamentos sobre novos conhecimentos e habilidades. Isso é importante e é outro contexto, mas também relacionado a gestão. Um trabalho importante do gestor ao analisar e promover melhor desempenho, é que ao longo das jornadas, algumas tarefas devem ser automatizadas ou substituídas por robôs de IA, tudo isso de forma contínua, ou seja, promovendo melhoria continuada. É óbvio, que os gestores de RH estão ai para potencializar os colaboradores e suas capacidades, mas a ideia dos “organizadores e orquestradores de trabalho” é potencializar os resultados através dos processos, potencializando e sendo uma ferramenta importante ao gestor (de qualquer área) a obter o máximo de resultado e também apoiá-lo em suas mudanças (que é constante) no alcance de um melhor desempenho de suas equipes e recursos (aqui entra fornecedores externos, equipamentos, dentre outros).

Mas o que são estes “organizadores e orquestradores de trabalho”?

São softwares que gerenciam o fluxo de trabalho e criam os facilitadores necessários para este novo mindset, principalmente na relação de SLA (Service Level Agreement, ou seja, Acordo de Nível de Serviço) com fornecedores (internos ou externos) e mais importante, o SLA de seus serviços com seus clientes, aliás, é importante que a ferramenta te coloque alinhado com as necessidades dos clientes (Customer centric). O CITSmart (https://www.citsmart.com) é um exemplo deste tipo de software. Agradeço e te vejo em breve em um novo artigo.

Ready to raise your operational maturity?

Discover the CITSmart platform and how Central IT helps run technology, services and business with governance.

Explore the platformTalk to an expert